“Quem
quiser me compreender realmente, irá me encontrar inteira em meu
trabalho” (Maria)
“Sou
muito orgulhosa para pedir compaixão”
(Maria, deprimida, após a morte de Aristóteles Onassis)
“Eu
gostaria de ser Maria, mas La Callas exige que eu me comporte com
sua dignidade” (Maria,
em entrevista)
“Quando
vi seus olhos extraordinários, brilhantes, lindos, magnéticos,
compreendi que ela é uma pessoa maravilhosa”
(Elsa Maxwell)
“Durante
anos me esforcei para criar essa qualidade doentia na voz de
Violetta; afinal, ela é uma mulher doente. Na verdade, tudo se
resume a uma questão de respiração, e é preciso ter uma garganta
muito limpa para sustentar esse cansaço na maneira de falar ou
cantar. E o que foi que eles disseram? “Callas está cansada, a
voz está cansada!”.Mas era essa justamente a impressão que eu
queria criar. No estado em que se encontrava, como Violetta poderia
cantar em tons grandiosos, altos, sonoros?”
(Maria, em entrevista a Derek Prouse)
“Começou
a se apaixonar por mim. Possessiva como muitos gregos, fazia terríveis
cenas de ciúme. Eu lhe perdoava tudo”.
(Luchino Visconti, cineasta, homossexual, amigo e diretor de Callas)
“Ela
fazia tudo lindamente, com empenho, com precisão”
(Visconti)
“Não
achei uma única costureira interessada no meu trabalho. Todas
estavam muito atarefadas, entre montanhas de chiffon de todas as
cores, falando dessa cantora fenomenal que haviam escutado na noite
anterior. Tive muita raiva da mulher que me roubava um dia de
trabalho, mas à noite fui ouvi-la cantar Kundry. Como milhares de
outras pessoas, fiquei imediatamente deslumbrado com a natureza
extraordinária de sua personalidade e de sua voz. Lembro que meus
ouvidos zumbiam. Que força a dessa mulher e de sua presença. Uma
coisa única estava acontecendo”. (Franco Zeffirelli,
cineasta, recordando o cenário que encontrou ao entrar na sala onde
se confeccionavam seus figurinos, um dia após Maria ter cantado
Kundry, da ópera Parsifal, de Wagner, em 1949).
“Todas
as noites ela emitia seu agudo no oitavo degrau, coordenando à
perfeição a música e o movimento” (Luchino
Visconti, sobre a apresentação de Callas em Iphigénie em Tauride)
“Tudo
o que querem saber a meu respeito está ali, na música. Callas
morreu”. (Maria,
respondendo a um convite para uma noite especial no Covent Garden,
em 1977)
“Deitada
em sua cama, com um vestido cinzento, uma cruz e uma rosa no peito,
os olhos tranqüilamente cerrados, os lábios um pouco entreabertos
e os longos cabelos castanhos emoldurando-lhe o rosto pálido, ela
estava linda e parecia ter encontrado a paz. Seus cabelos eram tão
densos, tão cheios de vida. Estremeci ao pensar que dentro de
algumas horas tudo se reduziria a cinzas. Senti uma necessidade
imperiosa de tocá-la, de cortar uma mecha de seus cabelos a fim de
guardá-la para sempre. Gostaria de ter feito isso”. (John
Ardoin, descrevendo Maria, morta,horas antes do velório)
“A
maior intérprete musical de nossa época”
(Lord Harewood, 1977)
“Nunca
veremos ninguém igual” (Rudolf Bing, 1977)
“As
deusas não morrem”
(Rolf Liebermann, 1977, diretor da Ópera de Paris)
“E
agora?” (Princesa
Grace, de Mônaco, ao sair do velório de Maria, em 1977)
“Não
sei” (Peter Diamand,
diretor artístico do Festival de Edimburgo, respondendo à princesa
Grace)